Mudanças Climáticas Globais: Um Relato a partir do Sul Gaúcho

Resumo

Primeiro Parágrafo: Sou paraibano. Nascido e criado. No meu estado, a luz solar e o calor são elementos constantes, e, quase sempre, duradouros. Sobre o Rio Grande do Sul, sabia muito pouco. De fato, não conhecia muito mais do que alguns clichês e imagens relacionadas ao ser gaúcho (chimarrão, algumas expressões típicas, e, claro, as baixas temperaturas). O clima, como um todo, vem se mostrando mais desafiador do que antecipei: seja de tempestades com granizo ou enchentes, com uma infinidade de trovões e relâmpagos no meio, o meu dia a dia, e, suspeito que o das demais pessoas residentes no estado, está constantemente sendo impactado de uma forma ou de outra pelo que ocorre do campo atmosférico e ambiental local. Escuto dos nativos que nem sempre foi assim. Na verdade, segundo eles, trata-se de um fenômeno relativamente recente e que, até meados de 2015, não costumava acontecer com tanta força e frequência quanto agora. De quem já estava por aqui em décadas passadas, ouvi relatos sobre verões amenos e rios (localmente chamados de arroios) cheios e propícios ao banho. A impressão é que, cada vez mais, estas realidades vão ficando para trás e dando lugar a uma mais cinzenta e agressiva: são as mudanças climáticas globais fazendo mais vítimas.

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Biografia do Autor

Magayo de Macêdo Alves, Universidade Federal de Pelotas

Doutorando no Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal de Pelotas
(PPGCPol/ UFPel)

Publicado
2026-01-23