PIXO - Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade

A “PIXO – REVISTA DE ARQUITETURA, CIDADE E CONTEMPORANEIDADE” abrange as seguintes áreas do conhecimento: Arquitetura e Urbanismo, Artes, Filosofia, Educação, Geografia e Psicologia. Uma iniciativa conjunta dos Grupos de Pesquisa (CNPq) “Cidade+Contemporaneidade”, do Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (PROGRAU), da Universidade Federal de Pelotas  (UFPel) e “Arquitetura, Derrida e Aproximações”, do Programa de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura (PROPAR), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com classificação CAPES QUALIS-periódicos B1 (para Avaliação Quadrienal de 2017-2020).

A revista digital trimestral (primavera, verão, outono e inverno – ágil e contínua) reúne artigos, ensaios, entrevistas e resenhas (redigidos em português, inglês ou espanhol) em números temáticos e;  em torno da abordagem multidisciplinar de questões relacionadas à sociedade contemporânea, em especial na relação entre a arquitetura e cidade, habitando para isso as fronteiras da filosofia da desconstrução, das artes e da educação, a fim de criar ações projetuais e afectos para uma ética e estética urbana atual.

Notícias

 

AVISO

 
A partir de 03/09/2002 as submissões de artigos e ensaios para as chamadas da PIXO, aceitarão no máximo 10 imagens (figuras e tabelas).  
Publicado: 2022-09-03
 

CHAMADA PARA A VIGÉSIMA QUARTA EDIÇÃO DA REVISTA PIXO

 

“ARQUITETURAS DO ABANDONO: manifestações de uma polissemia existencial”

A PIXO – Revista de Arquitetura, Cidade e Contemporaneidade, torna pública a chamada para a sua 24ª edição, com a temática “ARQUITETURAS DO ABANDONO: manifestações de uma polissemia existencial”. A ideia é reunir no dossiê temático, artigos, ensaios, entrevistas, resenhas e trabalhos audiovisuais (fotografias, collages, desenhos, mapas, vídeos, poesias, etc.) que tratem da polissemia do conceito de abandono, em seu sentido existencial ‒ da vida.

A palavra abandono pode ser pensada de diferentes formas. Refere-se a uma ação que objetiva dispensar algo, uma coisa, uma pessoa, uma função, um lugar. Abandonar remete ao desamparo, ao refugo… deixar a ermo. É abandonado aquilo que não nos serve mais ou o que não faz mais sentido em nossa vida. Pode ser expressado em sua materialidade, apresentando sinais visíveis de esquecimento e descaso, como objetos quebrados, prédios abandonados, bairros marginalizados, cidades devastadas. Contudo, o abandono pode se manifestar de formas menos explícitas, quando uma pessoa é ou se sente abandonada, ocasionando nela um blocos de sensações que variam em potência e intensidade. Um abandono de acolhimento, amor e proteção para com o outro.

A proposta desta edição é discutir as inquietações produzidas pelo abandono. O que pode desencadear aquilo que está abandonado? Quais as reverberações de um abandono? Qual o tempo e velocidade que operam nessa condição? Busca-se trazer reflexões às diferentes abordagens e sentidos do abandono, com a intenção de instigar caminhos que possibilitem revelar determinadas práticas, ações e medidas que dizibilizem potências para a construção do conhecimento em diversas áreas.

Neste número da PIXO queremos publicar trabalhos que tratem da diversidade de temas que atravessam as “ARQUITETURAS DO ABANDONO” na contemporaneidade, que acabam por complementar o verbo “abandonar”: edificações, espaços livres, bairros, cidades, etc. nas mais diversas escalas; ruínas, destruição, devastação, derrocada, colapso, aniquilamento, extinção, extermínio, fim, perda, desmoronamento, esfacelamento ou estrago; a decadência, degradação, declínio, queda, decaída, empobrecimento, depauperamento, perecimento, involução, ocaso ou outono; lugares de ociosidade, desocupados, obsoletos, subutilizados, reabilitados, restaurados, revividos ou revitalizados; os lugares do patrimônio cultural, arquitetônico, urbano e histórico; costumes, práticas, saberes, tradições; leis, pelo poder público, do direito à cidade; como o síndrome do abandono, psicologicamente e psicanaliticamente: negativo-agressivo, positivo amoroso, não valorizado e/ou catastrófico; as pessoas, os grupos sociais e as comunidades, a casa, a família, o marido, a esposa, os filhos; o posto de trabalho, carreira, profissão, ocupação, atividade, serviço; como viajar, deslocar-se de um lugar para outro, errar, deambular, caminhar, deixar para trás ou esquecer; em pequenos abandonos: partes de edificações, canteiros e entulhos de obras, coisas quebradas, rachadas, abandonos em lugares ativos, o lixo, resíduos, restos, teia de aranha, poeira, capim, etc.; as áreas verdes, a arborização, os cursos d’água, os banhados na cidade; o rural, o campo, o bucólico; os vazios urbanos, o terrain vague, a terceira paisagem ou o selvático; uma filosofia, uma ideia em detrimento de outra, ou sobre outra, conceitos, um fazer projeto ou uma teoria; um registro, um texto, um livro, uma fotografia, um desenho, uma poesia; como ação de liberar, do libertino, da libertinagem dos espaços e da possibilidade do lugar novo.

A submissão de trabalhos, necessariamente inéditos, deverá ser feita pelo sistema https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/pixo/index, cadastrando-se como “autor”, entre os dias 14 de junho de 2022 e 30 de outubro de 2022. A edição temática “ARQUITETURAS DO ABANDONO: manifestações de uma polissemia existencial” é dirigida pelo Professor Dr. Eduardo Rocha e a doutoranda Ma. Vanessa Forneck.
 
Publicado: 2022-06-14
 
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